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Aneurismas da Aorta

O aneurisma é uma dilatação localizada da parede de um vaso sanguíneo. Os aneurismas podem se formar em qualquer artéria do corpo, como as ilíacas, femorais, poplíteas, viscerais, incluindo artérias do cérebro. Porém, é mais comum se desenvolverem na aorta, a maior artéria do corpo. Os aneurismas podem se desenvolver em qualquer parte da aorta-torácica e/ou abdominal. O local mais comum de dilatação da aorta é na sua porção abdominal, logo abaixo das artérias renais.

Figura 1. Aneurismas de aorta torácica e abdominal
Figura 1. Aneurismas de aorta torácica e abdominal

O aneurisma da aorta é uma doença séria, pois, dependendo do tamanho, pode se romper causando hemorragia interna.

A maior parte dos aneurismas é descoberta de forma ocasional, através exames normalmente solicitados por outra razão. A correção do aneurisma depois que se rompe nem sempre é efetiva. O ideal é a avaliação cuidadosa do tipo do aneurisma, da localização e do tamanho, para que, em casos indicados, a correção possa ser feita antes da ruptura.

Em geral os aneurismas de aorta não causam nenhum sintoma. Crescem silenciosamente, sendo de difícil detecção. Muitos começam pequenos e assim permanecem por anos. Outros crescem mais rápido por isto devem ser acompanhados com exames periódicos. Em geral os aneurismas maiores tendem a crescer mais e, quanto maior o tamanho do aneurisma maior a chance de ruptura. É como se fosse um balão (à medida que vai sendo inflado maior a chance de estourar).

Quando o aneurisma é grande ou está crescendo rapidamente, o paciente pode sentir:
- Sensação de pulsação no abdome;
- Dor no tórax ou abdome(dependendo da localização);
- Dor nas costas.

Grandes aneurismas também podem causar sintomas de compressão.

No exame o médico pode palpar o aneurisma abdominal, mas aneurismas pequenos e médios são difíceis de serem palpados, principalmente se o paciente for obeso. Todo o paciente com aneurisma e uma destas manifestações deve procurar seu médico com brevidade.

A principal complicação e a mais temida é a ruptura. Quanto maior o aneurisma maior a chance de romper. Uma vez roto há hemorragia interna. Sintomas de ruptura são:
-Dor abdominal intensa e súbita com irradiação para as costas?
-Tonturas associada à pressão baixa?
-Palidez
-Sudorese
-Desmaio

Os aneurismas também frequentemente tem no seu interior coágulos sanguíneos. Estes podem se deslocar causando isquemia (redução na circulação). Esta isquemia pode se dar em território do cérebro em casos de aneurismas da aorta torácica e em pernas e dedos dos pés em casos de aneurismas de aorta torácica e/ ou abdominal. Esta complicação é mais rara.

Quanto ao tratamento, seu objetivo é a prevenção da ruptura. Nem todo o aneurisma deve ser tratado cirurgicamente. O tratamento depende do tamanho, da localização, da taxa de crescimento e da saúde geral do paciente.

Como em qualquer procedimento médico a relação risco/benefício deve ser bem avaliada. Em geral, aneurismas de aorta abdominal menores do que 4 cm de diâmetro, sem sintomas podem ser acompanhados de perto com ecografia ou tomografia a cada 6 meses. Um aneurisma da aorta abdominal de 3,0 cm em um paciente de 80 anos pode ser muito bem acompanhado com exames seriados, enquanto um aneurisma abdominal de 6,0 cm de diâmetro em um paciente de 50 anos deve ser corrigido.

Em caso de observação é importante tratar a pressão alta, não fazer esforço físico grande que implique em aumento da pressão dentro do abdome e não fumar.

Pode ser recomendado, se não houver contraindicações, o uso de medicação chamada beta-bloqueador, com o objetivo de retardar o crescimento do aneurisma.

Aneurismas de aorta torácica ou abdominal grandes, que estão crescendo ou dando sintomas devem ser tratados, e existem duas formas principais de tratamento: a cirurgia convencional e a cirurgia endovascular.

* Mais informações sobre este assunto podem ser encontradas na sessão Aneurismas de Aorta.

Notas de apoio: