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Perguntas mais frequentes

- DE QUE MANEIRA O ANEURISMA É DETECTADO?

Geralmente os aneurismas da aorta são detectados por acaso durante a palpação do abdome por um médico, ou, mais frequentemente, por exames de imagem feito para outro fim, por exemplo: um homem vai fazer uma ecografia abdominal para avaliar a próstata e um aneurisma é detectado ou uma mulher realiza uma ecografia para avaliar cálculos na vesícula ou ovários e constata a presença do aneurisma. Os aneurismas da aorta abdominal são frequentemente identificados por ecografia do abdome já que são silenciosos. Já a forma mais frequente de detectar aneurismas da aorta torácica é o RX de tórax.

- TODO ANEURISMA DA AORTA PRECISA SER TRATADO COM CIRURGIA?

Não. Em aneurismas pequenos, menores que 4 cm de diâmetro, a probabilidade de ruptura é baixa, então muitas vezes se opta por tratar a pressão arterial alta e acompanhamento de perto para ver se ele cresce. Muitos aneurismas pequenos permanecem assim por anos ou décadas. Cada paciente tem uma evolução diferente, por isto deve fazer uma ecografia abdominal de 6 em 6 meses e, em alguns casos tomografia para melhor avaliação. Quando o aneurisma atinge um diâmetro maior a chance de ruptura aumenta e aí devemos decidir qual a melhor forma de tratamento. Cirurgia convencional ou endoprótese.

- A CIRURGIA DO ANEURISMA POSSUI MUITOS RISCOS?

A cirurgia tradicional, feita de forma aberta com cortes no tórax ou abdome, é um procedimento de grande porte. Apresenta risco que varia de 4% a 10 % de mortalidade para os aneurismas da aorta abdominal e de até 20 % para os aneurismas da aorta torácica ou tóraco-abdominal. Há também risco de complicações em outros órgãos e sistemas como pulmões e rins por exemplo. De qualquer forma ainda é um procedimento seguro, muito utilizado e tem a vantagem de termos seguimento a longo prazo, já que o procedimento tem várias décadas de existência. A cirurgia endovascular apresenta um risco durante o procedimento menor por ser menos invasiva.

Figura 1. Equipe multidisciplinar na unidade de hemodinâmica
Figura 1. Equipe multidisciplinar

- COMO FUNCIONA A TÉCNICA ENDOVASCULAR (ENDOPRÓTESE)?

Sob radioscopia (filme de RX) intoduz-se um catéter pela artéria femoral na virilha com a endoprótese fechada dentro deste até chegar ao local do aneurisma. Neste local a endoprótese é liberada, fixando-se por dentro da aorta, excluindo o aneurisma da circulação e reforçando a parede fraca.

O procedimento, por ser bem menos invasivo que a cirurgia aberta tem menor risco cirúrgico. Entretanto não é isento de problemas. Por se tratar de procedimento relativamente novo os resultados a longo prazo não são bem conhecidos. Podem ocorrer vazamentos (endoleaks) que em geral podem ser tratados com nova endoprótese. O tempo de internação é menor (média de 3 dias) e a recuperação mais rápida.

- HÁ QUANTO TEMPO O SENHOR UTILIZA ENDOPRÓTESE, QUANTOS CASOS JÁ FEZ E QUAIS SÃO OS RESULTADOS?

Iniciamos nossa experiência em julho de 2003 e até dezembro de 2010 realizamos mais de 350 procedimentos endovasculares.

- TODOS OS ANEURISMAS PODEM SER TRATADOS POR VIA ENDOVASCULAR?

Não. Temos muito cuidado na avaliação pré operatória porque os resultados do tratamento endovascular estão diretamente ligados a uma adequada seleção de pacientes. Na dúvida, em casos de aneurismas com anatomia desfavorável com colo curto, muito angulado, artérias muito calcificadas e anguladas ou finas não devemos forçar a indicação e optar por cirurgia aberta.

- PRECISA ANESTESIA GERAL PARA A CIRURGIA ENDOVASCULAR?

Não. A maior parte dos casos podem ser feitos com anestesia regional (peridural ou raquidiana) e, em alguns casos, anestesia local.

- COMO FUNCIONA A EQUIPE? QUE MÉDICOS ATUAM?

Trabalhamos com um grupo multidisciplinar que, além de cirurgiões cardiovasculares experientes conta com radiologista vascular, cardiologista intervencionista, cardiologistas intensivistas e anestesistas treinados para cirurgia de aorta. Na nossa opinião é fundamental a união de forças de diferentes especialidades para maior benefício do paciente. Felizmente adotamos a posição de cooperação ao invés de competição entre especialidades.